Por Tiago Petreca
A liderança, por se debruçar sobre as relações humanas, o que não se separa, idealmente, da gestão, uma vez que esta, em seus processos, depende das pessoas que os faz acontecer, deve considerar a singularidade de cada ser humano, inclusive do próprio líder.
A liderança autêntica, a base necessária.
Diante desse cenário bastante vasto, o que proponho é pensarmos sobre a liderança autêntica. Embora pareça mais uma opção dentre as tantas disponíveis, entendo, sei que de forma ousada, que essa proposta levanta vôo podendo alçar a singularidade de cada líder à sua prática aplicação.
O curioso é que abordagens como essa que proponho tem uma característica interessante: trata-se de olhar as bases, os fundamentos, o terreno onde os potenciais individuais ganham sua melhor expressão.
Os níveis neurológicos e um exemplo.
Para chegar à construção do que hoje chamo de liderança autêntica foram alguns anos de estrada que remonta a 2012, quando tive meu primeiro contato com o conceito de níveis neurológicos criado por Robert Dilts, que veio a ser meu professor, 6 anos depois.
Em suma, os níveis em sua origem é composto por 6 níveis que estão intimamente ligados demonstrando a relação de diferentes sistemas, que em principio podem parecer isolados, mas que influenciam-se de forma bastante profunda. Por exemplo, a pandemia obrigou muitos a mudarem o seu “Onde e Quando”, que se referem, em uma primeira análise, ao nível de ambiente. Essa brusca alteração exigiu novos comportamentos (segundo nível). Passamos a ter que, depois de acordar já encarar o trabalho sem a brecha concedida pelo deslocamento. As reuniões passaram para o online, tivemos que liderar e ser liderado à distância, decidir abrir ou não abrir a câmera, irritar-se com a conexão da internet e o vizinho fazendo uma obra bem na hora de sua apresentação.
Isso exigiu novas habilidades (terceiro nível), para viabilizar esses novos comportamentos, em principio, para muitos, incômodo. Com a necessária repetição desses e outros novos comportamentos, muitos encontraram formas de fazer bem feito o que antes não faziam e assim influenciaram crenças (quarto nível) como “liderar à distância é impossível ou inviável,” “trabalhar em casa não dá certo, tem muita distração” e por ai vai. A experiência repetidamente vivenciada mudou, para muitos, essas e outras crenças. Valores (também quarto nível) puderam ser exercidos, como poder morar em um lugar distante das capitais ou grandes centros. Esse movimento apurou a auto percepção quanto a quem se acredita ser (quinto nível). Mais do que isso, afetou a percepção do impacto, que sendo quem se é, causa no sistema em que se está inserido (sexto nível). Mais presença em casa, menos presença física no trabalho. Mais presença ao lado dos filhos, com ou sem atenção, de alguma forma afeta o sistema que antigamente não tinha este tipo de condição.
A transformação intencional vem de cima!
Agora, imagine o movimento inverso, de cima para baixo em que não precisamos de uma mudança brusca no ambiente e sim de uma mudança em nossa percepção de impacto e identidade pessoal com o qual nos transformamos, por intenção, em agentes que modificam tal ambiente, no caso o seu contexto de liderança. A liderança autêntica é o movimento de cima para baixo nesses níveis, começando assim pela necessária transformação do próprio líder, de forma íntegra, coerente e genuína, além de oportuna ao momento da companhia e da equipe.
Caso se interesse em conhecer um pouco mais sobre como fazer este movimento de cima para baixo, deixo aqui meu convite para que leia o livro “Do mindset ao mindflow.”
Cada um de nós tem um potencial incrível para contribuir com o mundo. Como peças de um grande e complexo quebra-cabeça nossa jornada na Terra é conseguir expressar nossa mais profunda verdade, nossa autenticidade e nossa essência. Trata-se de tomar consciência sobre a nossa "forma" e assim nos encaixarmos nesse grande mosaico.
Tudo está muito rápido, mutante, complexo. Uma avalanche de informações, de mudanças e transformações, que devem ser vividas através de uma consciência sobre nosso papel neste planeta. Caso contrário seremos arrastados como folhas secas sobre as águas turbulentas de um rio caudaloso e feroz, sem jamais alcançar a profundidade de uma vida plena que se expressa quando entregamos ao mundo o melhor de nossa natureza particular.
Do Mindset ao Mindflow é o processo de tomada de consciência sobre nós mesmos.
Um convite a nos conhecermos melhor através de ideias, conceitos e técnicas que nos levam mais próximos do "Conhece-ti a ti mesmo" da antiguidade e que nunca esteve tão atual.
Diariamente eu compartilho em minhas redes sociais, conteúdos em vídeos, audios, lives, infográficos, e tudo para fazer com que você também tenha uma vida integrada.
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