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Tiago Petreca

Liderança: Confiança e Desconfiança, qual vale mais?

Entre confiar e desconfiar, qual a sua escolha? Imagino que instintivamente a resposta possa ser “confiar.” Mas, para alguns, pode ser “desconfiar.”

Qual está certo?
A resposta: Depende! 

Por Tiago Petreca

Pois é, depende mesmo! Embora possa soar um tanto quanto estranha esta sugestão de resposta, a confiança e a desconfiança tem seus lugares específicos. Se você está andando a noite em uma rua desconhecida, sozinho e com pouca iluminação, provavelmente vale mais a pena a cautela que se origina do ato de desconfiar do que possa acontecer ali. Desconfiar, nesta situação, garante a vida ou ao menos uma análise um pouco mais cuidadosa dos riscos potenciais. Quando conhecemos alguém novo desconfiamos e assim tomamos cuidados ou deveríamos tomar cuidado, não apenas para nossa própria integridade como também por respeito. No cuidado desconfiado podemos nos permitir ir em direção ao outro de forma que podemos melhor conhecer e assim entender o que cabe e o que não cabe naquele momento. 

A minha confiança que me fez ser mal visto! Pois é!!


Isso vale, por exemplo, quando adentramos uma nova cultura, seja ela de uma nação, de uma empresa ou até mesmo de uma casa. Pessoalmente tive uma experiência ruim com a minha falta de cuidado. Quando em viagem a Paris com minha esposa senti-me seguro e confiante para com o povo de lá. Minha desconfiança abarcava apenas as questões mais logísticas, onde ir, como ir, quando ir. Isso nos permitiu roteirizar melhor nossa viagem. Contudo, na relação com os franceses não houve desconfiança de minha parte, não houve cautela e interesse em entender tal cultura. Tenho um jeitão de ser um tanto quanto expressivo e caloroso. Pois bem, em resumo, cheguei a ser xingado na rua e mal tratado em restaurantes. Isso me deu uma impressão ruim, claro. Contudo, tempos depois minha esposa começou a estudar a língua francesa e neste estudo descobriu uma série de elementos particulares da cultura em questão, tais como “o tocar a outra pessoa” (sou abraçador por natureza), falar alto, gestos expansivos e por ai vai. De uma lista de 10 destes elementos culturais eu tive a moral de infligir todos! Não é supresa que este intruso que aqui escreve tenha sido mal visto. Perceba que o ato de desconfiar, neste contexto, não se trata de ter medo, emoção que gera certa cautela ponderado quando bem dosada. Trata-se de entender que para confiar naquilo que você mesmo fará é importante desconfiar sobre o quanto você mesmo já sabe sobre um determinado tema. Não diz respeito a desconfiar dos franceses e sua intenções e sim entender que se trata de uma outra cultura. 


E a sua desconfiança, como vai? 

Imagine, agora, um novo líder que assume uma nova equipe que ainda não conhece. Parte de sua tarefa inicial é construir um ambiente de confiança. Mas note que este ambiente partirá daquilo que o líder vier a fazer e o quão coerente se fizer. Partir da desconfiança pode ser um bom inicio, contudo deve-se utilizar este fator de forma adequada. O desconfiar não é um convite a colocar uma armadura para se proteger e sim uma oportunidade de, com cautela, entender como aquela cultura funciona e de forma interessada dispor-se a, humildemente, compreender cada pessoa que lá está. A partir desta compreensão o líder pode se permitir um processo de abertura respeitoso sabendo a forma mais adequada de colocar suas verdades e ouvir as verdades alheias. Afinal se vamos nos fazer vulneráveis precisamos, antes, ter criado um contexto para isso. A confiança ingênua é perigosa, pois infelizmente é fato que algumas pessoas não tem boas intenções e assim suas intenções precisam ser entendidas. Para tanto, deve-se colocar atenção em alguns detalhes: 



O que fazer quanto a isso? 

1) Valide a confiança operacional.

Isso é o quanto a pessoa liderada tem as habilidades para entregar o que precisa ser entregue e se tal pessoa o faz dentro do acordo estipulado, principalmente nos quesitos qualidade e tempo.

2) Observe o famoso “walk the talk.”

Se aquilo que o liderado diz é fiel àquilo que ele ou ela faz. O walk the talk não cabe somente ao líder e sim a todos.  

3) Entenda qual o perfil daquela pessoa.

O mesmo pode ser feito por meio de testes como DISC, MBTI, Eneagrama ou se o líder for “descolado” pode ser feito pela observação do estilo de cada pessoa, principalmente no que tange sua forma de falar, de se expressar, aquilo que defende naturalmente, aquilo que expressa como suas verdades. 

4) Observe a maturidade da pessoa, principalmente quanto ao seu aspecto emocional.

Atente-se ao quanto as emoções daquela pessoa guiam suas ações ou se servem como instrumento e recurso para uma boa postura pessoal e profissional. Importante, para este item o próprio líder deve ter um bom nível de maturidade, sendo capaz de perceber-se emocionalmente para poder perceber o outro. 

Por fim, a confiança é um elemento base para a boa liderança, mas a desconfiança tem o seu papel e uma vez este papel vencido e bem utilizado, deve ser descartado, pelo menos dentro daquela equipe. 

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Fraterno abraço e Sucesso!
 

Tiago Petreca

Mentor de líderes

Criador do Método Mapa da Liderança e Work Life eXperiencce

Sócio Fundador da Kuratore

Country Manager getAbstract Brasil

Autor do Livro “Do Mindset ao Mindflow”

tiago.petreca@kuratore.com.br

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Tiago Petreca

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