Por Tiago Petreca
Escreveu...
Infelizmente não fomos educados para gostar de escrever e muito menos para escrever como meio para pensar de forma mais clara. Perceba como a escrita, na rotina, pode gerar muitos problemas. O dito pelo não dito e vice versa. Informações que para quem escreve são muito claras, mas que para quem lê, nem tanto. (Então você percebe o risco que eu estou correndo ao escrever sobre escrever!!!)
Como seres humanos não gostamos do caos, não gostamos daquilo que deixa brechas de compreensão. Por isso, automaticamente, preenchemos as falhas da comunicação com nossos próprios conteúdos. A ambiguidade pode fazer esse jogo.
Não é bem o que você entendeu.
Veja esta frase:
“Ao olhar para o próximo século os líderes serão aqueles que capacitam os outros.”
Óbvia a mensagem? Não necessariamente, pois quem são os outros? Os outros Líderes, os outros seres humanos (Liderados) ou os outros séculos?
Mas, Petreca, ninguém vai pensar assim, todo mundo vai pensar que se trata de capacitar os outros seres humanos, tratando-se dos liderados. Será mesmo? Quem garante que aquele que emitiu esta mensagem colocou “os outros” como “Os liderados?" Por que não poderia ser os outros Líderes ou os outros Séculos?
Um texto sem contexto é apenas um pretexto.
Assim, entramos em um outro campo de análise aqui, o do contexto. Sem um contexto o texto se perde: texto sem contexto é apenas um pretexto. Agora lhe pergunto: quantas vezes você recebe ou entrega uma mensagem que de fato está bem contextualizada?
Vou dar um exemplo que aconteceu aqui em casa. Durante uma reforma decidimos por construir um armário externo à casa para guardar coisas mais “resistentes" como escada, caixa de ferramenta, dentre outras coisas, desafogando assim nossa despensa. Minha esposa enviou uma mensagem para um serralheiro para que ele pudesse cotar uma porta para este armário. Para ilustrar, ela enviou a foto do portão de casa, apenas para mostrar o tipo de material e a cor desejada. Recebemos a cotação. Para uma melhor negociação eu mesmo fui cotar com outros fornecedores e percebi que os preços estavam muito diferentes. Aquele que ela recebeu estava muito abaixo. O que estava acontecendo? Bem, descobri que estávamos falando de coisas diferentes. Quando ela mandou o pedido de cotação, ela o fez com a foto e também com uma explicação do que queria. Contudo, a explicação detalhava que a foto servia APENAS para ilustrar o tipo de material e a cor, nada mais. A pessoa considerou a foto como a informação completa. Quando eu pedi a cotação, mudei a abordagem e descrevi em um único texto, sem foto, o que eu queria, dando foco à função desejada para a porta. Quando entrei em contato com o serralheiro que ela havia contactado expliquei o que queríamos e então veio o orçamento dele, mais caro que os que eu tinha. Aha!!! quando falei isso para minha esposa ela ficou bem brava, me dizendo: "Mas eu expliquei para ele.” Sim, ela o fez direitinho, mas a pessoa que recebeu a mensagem não fez a leitura completa da informação, criando assim uma cotação errada.
P… que b.. em Chico também b… em Francisco.
Embora tenhamos que cuidar muito bem da mensagem que enviaremos, há que se ter do outro lado, daquele que recebe tal mensagem, um mínimo de interesse em, no mínimo, ler a mensagem toda, com atenção.
Então, você já deve estar imaginando que estamos em uma bela enrascada: Alta pressão, sensação de que não há tempo para nada, falta do hábito da leitura e a inerente mania de "multitarefar". Tudo isso competindo para a má qualidade de nossa comunicação.
Se no simples o problema fica bem complexo imagine na complexidade da liderança.
Imagine que se em uma situação tão simples como a de uma cotação de uma porta, cotação esta feita por WhatsApp temos um sério problema de entendimento, pense em nosso dia a dia lidando com projetos, pessoas, sentimentos diversos e orientações complexas sobre o que deve ou não ser feito.
Como começar a cuidar deste tema?
Creio que podemos resumir este breve texto e sua intenção da seguinte forma:
1º - Importante que tenhamos clareza do que estamos pensando. A melhor forma para nos certificarmos disso é escrevendo, para que tenhamos uma perspectiva diferente, como se colocássemos, literalmente, nossos pensamentos para fora da cabeça.
2º - Definir qual o objetivo da mensagem.
3º - Escolher o meio que usaremos para transmitir tal mensagem. Nem tudo se resume ao WhatsApp.
4º - Preocupar-se com quem vai receber sua mensagem, para que se possa adequar a linguagem ao público.
Depois da mensagem enviada poderemos, de fato, nos certificarmos que ela foi bem compreendida. Contudo, se pudermos dirimir os problemas recorrentes, com os passos acima sugeridos, no mínimo, ganharemos tempo.
E você, tem histórias curiosas sobre os problemas na comunicação? Aproveite-as para extrair boas e práticas lições com as quais poderá melhorar sua atuação como líder.
Ah! Uma dica final: Conseguiremos escrever melhor, quanto melhor formos capazes de ler mais e melhor. Se a leitura ainda é um desafio para você, comece com bons resumos, acesse: getAbstract.com e experimente gratuitamente.
Sucesso!
Fraterno abraço e Sucesso!
Tiago Petreca
Mentor de líderes
Criador do Método Mapa da Liderança e Work Life eXperiencce
Sócio Fundador da Kuratore
Country Manager getAbstract Brasil
Autor do Livro “Do Mindset ao Mindflow”
tiago.petreca@kuratore.com.br
Diariamente eu compartilho em minhas redes sociais, conteúdos em vídeos, audios, lives, infográficos, e tudo para fazer com que você também tenha uma vida integrada.
Contato@kuratore.com.br55 11 9 9909- 5244