Tiago Petreca
Liderança, Propósito, Visão, Missão e Valores. Será que os líderes executivos sabem o suficiente?
Talvez já saibam, mas talvez não o suficiente.
Um dos temas que mais “batemos,” ao longo de um dos cursos de liderança autêntica que ministro, é sobre a composição do marco filosófico: Visão, Missão e Valores. A “exigência" para tais definições, segundo a People and Results surgiu na década de 90 com a explosão das certificações ISO 9000. No meu entender e conforme, ao longo dos meus pouco mais de 15 anos de liderança, pude colher da experiência, algumas coisas que são exigidas sem que tenham sido introspectadas genuinamente acabam sendo feitas apenas para cumprir tabela. Muito provavelmente isso acaba ficando arraigado no mindset das companhias, mantendo elementos essenciais apenas boiando na superfície do caldo cultural.
Por Tiago Petreca
O Marco filosófico, hoje tido como propósito, por exemplo, é um destes elementos que parecem ter caído na bóia flutuante da superficialidade. Quando trato deste tema, que por sinal o fazemos de forma profunda, é comum o desconforto na sala. Afinal, todos estão acostumados com a existência destes elementos em seu dia a dia, pelo menos ao estilo de um tapete que está na sala desde sempre, sobre o qual todos pisam, mas para o qual, se a atenção não for chamada, deixam de notar, embora continuem a pisar.
Um dos maiores desafios destas declarações, sejam elas o Marco Filosófico, o propósito ou os princípios norteadores de uma companhia, é fazê-la transmutar-se em realidade. Confesso que muitas vezes ao longo deste curso, que na minha condução está indo para seu quarto ano seguido e que em sua história já teve 135 turmas, sinto-me um lobo solitário, como se uivando para uma lua que ninguém consegue ver. A profundidade da importância que estes elementos, em sua natureza primária um tanto abstrata, tem para a companhia é de tal monta que não dá facilmente para medir, ao menos não em um quartil.
Contudo, ao longo de meus estudos e persistência em tratar deste tema acabo encontrando dados que me ajudam a seguir forte e resiliente nesta caminhada de ajudar meus alunos, líderes das mais diversas empresas brasileiras, a revisarem seu próprio marco filosófico, seu legado, seu propósito, seus princípios, bem como de suas companhias e departamentos.
Um dos dados, que penso ser curioso e que deve ser partilhado com você caro leitor e cara leitora é sobre o tempo de maturação dos conceitos que no final do dia sustentam, como construção sobre a rocha, a conduta das pessoas de bem.
Veja isso! O Tema da inteligência emocional tornou-se imperativo nos últimos anos, principalmente nestes anos pandêmicos. O Contexto ajudou para que isso amadurecesse mais rapidamente. Contudo, este tema é também da década de 90 se tomarmos como base o trabalho de Daniel Goleman. Contudo, o tema é bem mais antigo e para mantermos um certo grau de proximidade com nossos dias atuais, basta eu dizer que Espinoza (Spinoza) já tratou deste tema no século 17. Caso você tenha curiosidade e interesse em aprofundar-se de forma mais original neste conceito, sugiro a leitura do livro “Ética: Demonstrada À Maneira dos Geômetras”.
Mas porque este dado é importante? Primeiramente porque coloca a lua no seu lugar e este lobo solitário, que escreve aqui para você, pode deixar de uivar sozinho suas crenças sobre a melhor maneira de conduzir as empresas no que tange seu marco filosófico. Segundo, porque a lua, nesta minha metáfora, significa que temos tempo e a esperança de que este tema ainda poderá amadurecer em breve, afinal, como dito ao inicio deste texto, data “apenas" da década de 90. Ah! Outro tema também desta época é o “Agile”, tão famoso agora. Logo será a vez do velho e bom marco filosófico!
Então talvez você possa me dizer: Mas Tiago, nós já temos nossa Visão, Missão e Valores. Para o qual eu diria para você: Acredito, pois isso vejo nas aulas com meus alunos. O problema não está em ter tais elementos e sim que eles ganhem a profundidade que merecem para que façam o que nasceram para fazer, isso é fazer a empresa um ambiente consistentemente coerente e aprazível à existência humana.
Mas, o que quero dizer com a tal profundidade, talvez você me pergunte. Para isso, vou trazer um trecho do livro “Todos são importantes” de Bob Chapman e Raj Sisodia.
Para contextualizar: Bob Chapman assumiu a presidência de sua empresa quando da morte prematura de seu pai. Tempos difíceis mas que foram superados com a astúcia de um homem que sabia lidar muito bem com finanças, controle e gestão. Naquela época, década de 70 e com apenas trinta anos de idade Bob focou na sobrevivência da companhia, de certa forma, já demonstrando traços de um líder humano, mas que não havia desabrochado ainda por inteiro. A materialização "filosófica" desta postura veio somente em 2002 quando surgiu o POL (Princípios Orientadores da Liderança) e é sobre estes Princípios que trago o exemplo da profundidade necessária a este conceito de marco filosófico.
A questão, depois de tais princípios escritos, era justamente como fazê-los vivos ao longo de uma grande empresa, e a reposta para isso é o que transcrevo abaixo:
Disse Bob: “Vamos tirar isso da parede e colocar nos corações das pessoas. Faremos isso perguntando a elas o que precisamos fazer para mudar” Assim comecei a dialogar como grupos de pessoas por toda a empresa - sindicalizados e não sindicalizados, da fábrica, dos escritórios, homens, mulheres, grupos de todas as idades - e falamos das coisas nas quais acreditávamos. Demos o documento (O POL que citei acima) para as pessoas e perguntamos: “O que isto significa para você? O que estamos fazendo que não está alinhado com o que dizemos aqui?”
Percebe o nível de profundidade de um “mero texto”? Ele exige muito trabalho do principal lider da companhia a da forte presença participativa de todos os outros líderes.
Então vale a pena perguntar: Você, executivo de sua empresa, já fez uma varredura buscando a consistência e a coerência daquilo que se apresenta em seu marco filosófico nas profundezas de sua empresa? Você já se perguntou o quanto as regras estabelecidas, as métricas estipuladas, os benefícios concedidos, as políticas construídas representam de fato seus princípios?
Uma coisa posso lhe dizer, buscar engajamento, dor de dono, quebra de silos, motivação e performance exuberante em uma empresa cujos princípios não são refletidos em suas decisões e estrutura de gestão é simplesmente autoengano.
Tem quem está confortável com isso e no caso são aqueles para os quais o status quo garante o que buscam em sua postura egoísta. Para estes, minhas palavras certamente soam como “bla bla bla” mas para quem já entendeu, espero que lhes tenha acrescido, nem que um pouquinho em sua jornada por fazer as empresas um lugar melhor.
Caso queira ir além convido você a conhecer o Mapa da Liderança:
Infográfico Gratuito:
O Mapa da Liderança
Um passo a passo com todos os elementos que você precisa ter para trilhar uma jornada
rumo a uma liderança extraordinária em 2022
Fraterno abraço e Sucesso!
Tiago Petreca
Mentor de líderes
Criador do Método Mapa da Liderança e Work Life eXperiencce
Sócio Fundador da Kuratore
Country Manager getAbstract Brasil
Autor do Livro “Do Mindset ao Mindflow”
tiago.petreca@kuratore.com.br
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