Por Tiago Petreca
Por vezes reagimos a uma situação com base no tipo de sentimento que ela nos gera. Estar ciente disso tem a ver com todo este movimento em prol da inteligência emocional, que de fato é importante. Conseguir perceber nossas emoções, nomina-las e então geri-las é de grande importância para que possamos navegar melhor na vida, nas relações com os outros, de forma a melhor utilizar nossos potenciais. Um exemplo relativamente comum e simples é pensarmos em quando um chefe, um cônjuge ou filho faz algo ou nos diz algo que “nos tira do sério.” Pode ser que naquele momento resolvamos levantar a voz, nos omitir ou até mesmo falar algo “sem pensar” e assim acabamos fazendo alguma coisa que não condiz com o tipo de pessoa que almejamos ser.
Conseguir administrar esta situação requer esta maturidade emocional, para que possamos frente a um gatilho nos percebermos e assim decidir, conscientemente, o que fazer de mais adequado com nosso valores.
Aqui entramos no tema central da reflexão que quero lhe oferecer. Quando digo que agimos com base naquilo que nos é importante é o mesmo que dizer que estamos agindo de acordo com nossos valores. Mas, calma, não é tão simples mesmo. Valores entendemos como aquilo que baliza nossas decisões e ações. Por exemplo, em um ambiente corporativo, cujo valor primário é pessoa, sua gente, uma situação de dificuldade financeira não poderia ser gatilho para demissões num piscar de olhos. Com base nisso você já percebe que seguir nossos valores exige coerência, consistência, coragem, criatividade e sacrifício. Mas primeiro, temos que buscar desvendar, identificar que valores são esses que queremos, decididamente, seguir. Caso contrário, nos tornamos reféns dos valores, que chamo de “in natura” isso é, nossas reações instintivas que buscam, de certa maneira nossa proteção, nossa sobrevivência. Delas nascem aqueles rompantes que magoam, que ferem outras pessoas e nos levam a dizer e fazer coisas das quais nos arrependemos mais tarde.
Contudo, quando nos atentamos ao fato de que podemos e devemos gerir nossas emoções, podemos seguir em prol da aplicação dos valores que escolhemos para nós. Então se dissermos que honestidade é um valor, seremos pessoas que falam a verdade. A forma de aplicar o valor é também importante, pois você pode, neste exemplo que dei, dizer a verdade, mas de forma grosseira cometendo um sincericídio (sic). Para “calibrar” a forma como iremos dizer precisamos definir também qual nosso legado imediato. Esse trata da forma como queremos que as pessoas “gravem" nossa presença na vida delas. Se tenho o valor honestidade e o legado “acolhimento" falarei a verdade, de forma que a pessoa se sinta acolhida. Isso muda tudo!
Assim, quanto mais nos esforçamos para realizar os valores que decidimos ter e seguir, mais valiosos eles se tornam, pois nos transformam em pessoas cada vez mais integras, inteiras, confiáveis, coerentes e com isso nosso próprio valor se eleva.
Tiago Petreca
Sócio Fundador da Kuratore
Country Manager getAbstract Brasil
Autor do Livro “Do Mindset ao Mindflow”
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Diariamente eu compartilho em minhas redes sociais, conteúdos em vídeos, audios, lives, infográficos, e tudo para fazer com que você também tenha uma vida integrada.
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